Governo de São Tomé e Príncipe altera regras para investimentos comerciais

23 December 2016

Empresas ou cidadãos estrangeiros vão ter de investir pelo menos cinco milhões de dólares para poderem exercer uma actividade comercial, disse o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, segunda-feira, durante o debate parlamentar sobre o estado da Nação.

O primeiro-ministro acrescentou que a prioridade tem de ser dada aos cidadãos nacionais e que “não mais pode um estrangeiro chegar aqui e montar um pequeno comércio fazendo concorrência aos comerciantes locais”, de acordo com um despacho da agência noticiosa Lusa.

Mas, prosseguiu Patrice Trovoada, “se um estrangeiro vier investir cinco milhões de dólares, em dinheiro e não através de uma linha de crédito, pode fazê-lo.”

Salientando ser um apologista da economia de mercado, “mas com limites”, Trovoada anunciou que o seu governo vai introduzir algumas reformas a nível do sector comercial a fim de “acabar com a liberalização excessiva.”

Patrice Trovoada disse ainda que o governo está a avaliar a possibilidade de ajuda a capitalizar os comerciantes nacionais, a maior parte dos quais está falida e outros a perderem os seus bens a favor dos bancos onde contraíram empréstimos.

A actividade comercial em São Tomé e Príncipe é dominada por naturais do Líbano e da China, no que se refere às lojas de maior dimensão, enquanto os nigerianos e alguns naturais dos Camarões dominam o mercado informal que transacciona maioritariamente peças para automóveis e vestuário. (Macauhub)

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