Produção de energia eléctrica na Guiné-Bissau vai ser objecto de estudos

26 January 2017

A viabilidade de produção hidroeléctrica na Guiné-Bissau, até agora inexistente, vai ser avaliada em novos estudos, anunciou, terça-feira a Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG, sigla na língua francesa) em comunicado.

A organização abriu concurso para a realização de estudos de viabilidade, impacto ambiental e engenharia, entre outros, para a instalação de uma central hidroeléctrica de 20 megawatts (MW) na zona de Saltinho, no rio Corubal, no centro da Guiné-Bissau.

Os trabalhos vão dar suporte às propostas finais para realização da obra que está inserida na estratégia da OMVG, uma rede que engloba a produção de energia e interligação em quatro países: Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Senegal, nos termos do comunicado citado pela agência noticiosa Lusa.

Os estudos para a zona de Saltinho contam com o apoio técnico e financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento (através do Fundo de Energia Sustentável), do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e do Banco Austríaco de Desenvolvimento.

O desenvolvimento dos estudos deve ser adjudicado em Abril, ainda de acordo com o comunicado da OMVG.

A Organização para a Valorização do Rio Gâmbia foi constituída em 30 de Junho de 1978 em Kaolack (Senegal) por este país e pela Gâmbia a fim de gerir o rio que abrange uma área de 289 mil metros quadrados, tendo a Guiné-Conacri e a Guiné-Bissau aderido em 1981 e 1983, respectivamente. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH