Consórcio indiano retoma extracção de carvão em Moçambique

3 February 2017

O consórcio indiano International Coal Ventures Ltd (ICVL) vai retomar a extracção de carvão em Moçambique, depois de ter suspendido as operações em Dezembro de 2015 devido à queda abrupta dos preços internacionais do mineral, anunciou o presidente executivo da instituição.

O presidente executivo do consórcio, P K Singh, disse que as operações foram suspensas naquela data devido ao facto de o preço da tonelada de carvão metalúrgico ter caído para menos de 80 dólares e acrescentou que com o recente aumento dos preços a actividade será retomada dentro de alguns meses.

Em 2014, o consórcio comprou ao grupo anglo-australiano Rio Tinto uma participação de 65% na mina de Benga e de 100% em activos carboníferos denominados Zambeze e Tete Oriental por 50 milhões de dólares, tendo a primeira mina, a única que tem actividade, registado prejuízos consecutivos.

O preço do carvão de coque, matéria-prima fundamental para a produção de aço, aumentou dos 80 dólares registados em Janeiro de 2016 para 283 dólares a tonelada em Dezembro de 2016, embora tenha caído para 193 dólares em Janeiro de 2017, de acordo com a Associação Siderúrgica da Índia.

O consórcio ICVL é uma parceria constituída por cinco grupos estatais indianos – Steel Authority of India Limited (SAIL), Rashtriya Ispat Nigam Limited (RINL), National Mineral Development Corporation Limited (NMDC), National Thermal Power Corporation Limited (NTPC) e Coal India Limited (CIL) – que foi formado para adquirir participações em minas no estrangeiro e garantir o fornecimento tanto de carvão de coque como térmico.

Posteriormente, o grupo NTPC decidiu abandonar o consórcio, com o argumento de que a exploração do carvão térmico não era economicamente viável, tendo sido seguido mais tarde pelo grupo CIL. (Macauhub)

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