Plano Nacional de Geologia de Angola tem financiamento garantido

6 February 2017

O financiamento do Plano Nacional de Geologia (Planageo) está garantido, anunciou sexta-feira em Luanda o ministro da Geologia e Minas, que qualificou aquele plano como o principal instrumento da estratégia do governo para o sector que tutela.

Francisco Queiroz, em declarações à agência noticiosa Angop no decurso da VII Sessão Ordinária da Comissão Multissectorial do Planageo, disse que os problemas foram resolvidos e que, apesar dos atrasos, “estamos dentro daquilo que é razoável quanto ao cumprimento do plano.”

Até ao momento, foram processados e interpretados dados de 19 dos 22 blocos previstos no Planageo, o que  corresponde a 86% do total, tendo a partir dos dados preliminares do levantamento aero-geofísico sido identificados 1623 alvos, nomeadamente 1526 magnéticos e 27 radiométricos.

O ministro da geologia e Minas revelou que, entre os alvos magnéticos 225 foram considerados prioritários, sendo favoráveis à prospecção de ferro, metais básicos, cobre, manganês, titânio, quimberlitos, carbonatitos, ouro, zinco, chumbo e alumínio.

Das anomalias radiométricas, apontou Francisco Queiros, 17 foram consideradas prioritárias e evidenciam sinais favoráveis para a prospecção de minerais radioactivos como colombita, zirconita e fosfato, acrescentou.

“Todos estes ciclos de descobertas e de selecção de alvos prioritários fomentam o aparecimento de explorações mineiras de grande dimensão, capazes de, no médio prazo, alterar a base económica do país”, referiu o ministro.

Francisco Queiroz disse ainda que no final da execução do Planageo o país disporá de 470 mapas com o levantamento de todo o território, sendo de seguida necessário planificar de que forma esses recursos irão ser explorados a longo prazo, “nos próximos 50 a 100 anos.” (Macauhub)

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