Empresária de Angola vende participação no Banco BPI

9 February 2017

O espanhol CaixaBank passou a controlar 84,51% do capital do Banco BPI após o apuramento dos resultados da Oferta Pública de Aquisição, não sendo necessário que faça a aquisição potestativa das acções restantes, pelo que o banco manter-se-á cotado em bolsa, de acordo com um comunicado ao mercado.

O banco espanhol, que já controlava 45,5% do Banco BPI, comprou aos restantes accionistas 39,11% do capital social da instituição, devendo ter adquirido as participações não só da SGPS angolana Santoro, da empresária Isabel dos Santos, mas também as do grupo Violas, da Arsopi (que junta vários investidores portugueses) e as de Fernando Telles, que está à frente do Banco BIC de que a empresária angolana é accionista.

Para o Caixabank ser obrigado a assumir a totalidade das acções do BPI teria, nos termos da lei em vigor, de ter garantido 90% do capital, o que não se verificou, pelo que o Banco BPI manter-se-á cotado em bolsa com uma dispersão do capital de 15%.

O presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, disse que o Banco BPI “beneficiará de pertencer a um dos maiores grupos financeiros da Europa” e defendeu os méritos da OPA, salientando nomeadamente que fornece estabilidade à instituição e acesso a financiamento em melhores condições.

Esta operação foi tornada possível apenas depois de o Banco BPI ter vendido 2% da sua participação de 50,1% do Banco de Fomento Angola à empresa de telecomunicações Unitel, levando a empresária angolana a aceitar vender a participação de 18,576% que detinha no banco português, comprado quando o banco brasileiro Itaú saiu do capital da instituição.

A cedência do controlo do Banco de Fomento Angola era igualmente uma exigência do Banco Central Europeu para reduzir a exposição do banco português ao mercado angolano. (Macauhub)

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