Angolano BPC aperta critérios para a concessão de crédito a empresas e a particulares

20 February 2017

O angolano Banco de Poupança e Crédito (BPC) vai adoptar regras de controlo mais rígidas no processo de concessão de crédito tanto a pessoas colectivas como a singulares, anunciou na semana passada em Paris o presidente da comissão executiva da instituição.

Zinho Baptista disse à agência noticiosa Angop que a adopção de regras de controlo mais rígidas impõem uma maior responsabilização aos tomadores de créditos, “para que o utilizem de uma forma correcta” e acrescentou que a concessão de créditos vai ser retomada a curto prazo.

O administrador do BPC, que na capital francesa fez parte de uma delegação chefiada pelo governador do Banco Nacional de Angola, adiantou que mal o trabalho fique concluído “daremos a conhecer os critérios que o BPC desenhou para que os cidadãos e as empresas ocorram ao crédito bancário.”

O estatal BPC, o maior banco comercial de Angola, vai ter o seu capital social aumentado através da entrada de 67 500 milhões de kwanzas (405 milhões de dólares) em dinheiro fresco a ser obtido através da emissão de Obrigações do Tesouro.

O BPC anunciou em meados de 2015 a suspensão da concessão de crédito à economia, tendo sido na altura apresentadas como razões a redução de recursos devido à baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

No referido período, o Estado passou a arrecadar menos receitas com a venda do petróleo e, por via disso, poucos fundos passaram a estar disponíveis no BPC, maior operador do Estado para emprestar às empresas e famílias e que apresenta a mais elevada taxa – 23% – de crédito malparado ou vencido a mais de 90 dias do sistema financeiro angolano.

O Banco de Poupança e Crédito tem como accionistas o Ministério das Finanças, em representação do Estado angolano, a Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). (Macauhub)

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