Grupo Chevron continuará a investir no projecto Angola LNG

22 February 2017

O grupo norte-americano Chevron continuará a investir no projecto de produção de gás natural liquefeito do Soyo, província de Cabinda, garantiu terça-feira em Luanda o vice-presidente executivo, James (Jay) Johnson.

Lançado em 2007 para aproveitar o gás natural resultante da exploração petrolífera, o projecto reúne na empresa Angola LNG, além da Chevron (36,4%), a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol, com 22,8%), a britânica BP Exploration (13,6%), a italiana ENI (13,6%) e a francesa Total (13,6%).

No final de uma audiência concedida pelo vice-presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente, aquele gestor disse ainda que a Chevron vai continuar a produzir petróleo em Angola e anunciou para muito breve o início da produção no poço Mafumeira Sul, na zona sul do bloco zero, em águas rasas, em Cabinda.

James Johnson condicionou, no entanto, a realização de novos investimentos à revisão das condições fiscais em que a empresa opera no país, actualmente a ser negociadas com a Sonangol, enquanto concessionária nacional e com o governo de Angola.

“Angola tem tem campos de petróleo em quantidade e qualidade, mas as condições fiscais não são muito atractivas”, disse o vice-presidente executivo do grupo Chevron, que apelou para a adopção de taxas fiscais mais competitivas para incentivar o investimento, de acordo com a agência noticiosa Angop.

Fundada a 10 de Setembro de 1879, a Chevron, com sede nos Estados Unidos, é uma das grandes empresas mundiais do ramo energético, especialmente petrolífero, operando em Angola há aproximadamente 60 anos, através da sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited.

O grupo detém em Angola participações em três concessões – Bloco 0, situado na zona marítima da província de Cabinda, Bloco 14, em águas profundas da mesma província e a concessão em terra Fina Sonangol Texaco (FST), além de ser um dos accionistas da Angola LNG. (Macauhub)

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