Grupo português constrói linha de caminho-de-ferro em Moçambique

13 March 2017

O grupo português de construção civil Mota-Engil foi contratado para construir a linha de caminho-de-ferro entre Moatize (Tete) e Macuse (Zambézia) e o porto de águas profundas de Macuse, anunciou o presidente do Corredor de Desenvolvimento Integrado do Zambeze (Codiza) em declarações à Rádio Moçambique.

Em declarações proferidas em Quelimane, capital da província da Zambézia, Abdul Carimo disse o concurso internacional atraído seis propostas, faltando apenas assinar o contracto de adjudicação para que a empresa possa começar os trabalhos, “uma vez que o custo da obra foi fixado em 2,3 mil milhões de dólares.”

A agência noticiosa AIM escreveu que das empresas que manifestaram interesse no projecto duas eram da China, outras duas da Turquia e as restantes do Brasil, Portugal e Coreia do Sul.

A linha entre Moatize e o porto de Macuse, localizado a norte de Quelimane, terá uma extensão compreendida entre 480 e 500 quilómetros e o porto deverá ficar com capacidade para receber navios até 80 mil toneladas, o que o torna mais competitivo do que o da Beira, que recebe navios de calado menor.

Em declarações proferidas em 2016, Abdul Carimo disse que a particularidade desta linha é poder servir como meio de escoamento do carvão mineral a ser extraído por quatro empresas indianas que dispõem de licenças para explorar aquele minério para a produção de energia eléctrica na Índia.

A grande diferença entre as linhas ferroviárias do Sena, em actividade e a futura até Macuse é que enquanto a primeira serve fundamentalmente para exportar carvão de coque para abastecer siderurgias a segunda irá servir para escoar carvão térmico.

O projecto de Macuse é detido em 60% pela Italian Thai Development Company Limited, da Tailândia, 20% pela estatal Portos e Caminhos-de Ferro de Moçambique (CFM) e os restantes 20% pelo Corredor do Desenvolvimento Integrado do Zambeze. (Macauhub)

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