Bancos Barclays e Société General interessados na compra do Moza de Moçambique

O grupo bancário sul-africano Barclays Africa e o francês Société Générale são dois dos principais interessados à compra da maioria do capital do banco Moza, actualmente sujeito à intervenção do Banco de Moçambique, escreveu o boletim África Monitor Intelligence (AMI).

O banco central moçambicano interveio no Moza em Setembro de 2016 devido à degradação continuada da situação prudencial do banco a fim de “proteger os interesses dos depositantes e outros credores, bem como a salvaguarda das condições normais de funcionamento do sistema bancário moçambicano.”

O Moza (anteriormente conhecido por Moza Banco), que iniciou a actividade em 2008, é controlado em 51% pela Moçambique Capitais, sendo os restantes 49% detidos pelo português Novo Banco, instituição que ficou com os activos considerados de qualidade do falido Banco Espírito Santo.

Os accionistas reuniram-se em assembleia-geral a 23 de Janeiro de 2017, deliberaram proceder a um aumento de capital e fixar o prazo de 23 de Março de 2017 para o exercício do direito de preferência mas, findo esse prazo, não cumpriram com o acordado.

Em comunicado divulgado nessa mesma data, o Banco de Moçambique acrescentou que o conselho de administração provisório, em coordenação com a comissão de avaliação, continuam com o processo de capitalização do Moza.

Neste contexto, as sucursais dos dois grupos bancários – Barclays Bank Moçambique e Société Générale Moçambique – surgem como principais candidatos à compra da maioria do capital do Moza, aumentando a respectiva quota de mercado através do processo de fusões e aquisições.

Ambos os bancos têm manifestado intenção de crescer no mercado moçambicano, posto o que esta operação, caso seja bem sucedida, fará com que a quota de mercado do Barclays Bank Moçambique passe dos actuais 6% para 13% e do Société Générale Moçambique dos actuais 2% para 8%. (Macauhub)

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