Governo recolhe opiniões sobre participação de Macau na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

14 June 2017

O Gabinete de Estudo das Políticas do Governo de Macau iniciou terça-feira a recolha de opiniões por parte da população sobre a participação do território no “Planeamento do Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau.”

Uma nota do gabinete solicita aos vários sectores da sociedade de Macau que apresentem, ao longo das próximas duas semanas, as suas opiniões sobre o modo como Macau pode contribuir e participar no desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”.

A Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, que integra as cidades de Cantão, Hong Kong, Macau, Foshan, Zhaoqing, Jiangmen, Zhongshan, Shenzhen, Dongguan, Zhuhai e Huizhou, contribuiu em 2015 com 13% do PIB da China.

A área da Grande Baía tem uma aproximadamente 43 mil quilómetros quadrados (cerca de 1,0% da superfície da China) e uma população de sensivelmente 60 milhões de habitantes (cerca de 5,0% da população da China).

A Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau tem por finalidade apoiar no exterior a iniciativa chinesa “Rota e Faixa” e incentivar a cooperação das várias cidades e regiões do Grande Delta do Rio das Pérolas.

A ideia da criação desta zona data de 2010 mas só em 2015 surge num documento do governo central e em 2016 está claramente referida no 13º Plano Quinquenal da China.

Em Março do corrente ano foi incluída pelo primeiro ministro Li Keqiang no seu relatório anual, ao assinalar a necessidade de se reforçar a cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau.

Kou Chin Hung, assessor do chefe do gabinete do Chefe do Executivo de Macau disse terça-feira em conferência de imprensa que o governo central já está a elaborar o plano de desenvolvimento da zona e que responsáveis de Macau estão envolvidos nesse trabalho.

O mesmo responsável disse ainda que o governo vai propor que Macau se posicione como um centro de turismo e lazer, uma plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa e uma base para a cooperação e diálogo entre a cultura chinesa e outras manifestações culturais do território.

Kou disse ainda que entre os planos do governo está a promoção da diversificação económica, o apoio aos jovens empresários e o estudo da possibilidade de os residentes de Macau poderem viver e trabalhar noutras zonas da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. (Macauhub)

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