Encontro da Praia foi um sucesso, garante presidente da Cabo Verde TradeInvest

A realização do encontro de empresários da China e dos países de língua portuguesa representou “um passo enorme” para a concretização de investimentos em Cabo Verde, disse sexta-feira na Praia a presidente da Cabo Verde TradeInvest, a entidade organizadora da reunião.

Ana Barber afirmou que o encontro, além de representar o mencionado “passo enorme”, foi igualmente um sucesso, tendo dado como prova dessa afirmação os 10 protocolos que foram assinados entre várias empresas e organizações da China e dos países de língua portuguesa.

Os protocolos assinados prevêem o fortalecimento do intercâmbio com a China de Angola e Cabo Verde, a representação comercial do café de Cabo Verde na China, o planeamento, construção e gestão de um hospital particular na cidade da Praia e a criação de uma aliança de serviços jurídicos, entre outros.

Presente no encerramento dos trabalhos do encontro, que domingo prosseguiu com visitas a empresas e ao interior da ilha de Santiago, o ministro das Finanças, Olavo Correia, reafirmou o compromisso do governo de criar as condições para que o sector privado se torne no motor de desenvolvimento do país.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse na abertura do encontro que o governo a que preside pretende fazer do arquipélago um país “seguro, atractivo” para viver, residir, investir e como uma “plataforma de circulação económica no Atlântico Médio.”

“Cabo Verde deve distinguir-se como um país de baixos riscos políticos, de segurança e económicos”, salientou o primeiro-ministro, acrescentando que as riquezas naturais do arquipélago são a estabilidade social e política e o facto de ser um país “em que se pode confiar nas relações empresariais e nas relações entre Estados.”

Ulisses Correia e Silva reconheceu que a pequenez do mercado financeiro de Cabo Verde é um constrangimento ao desenvolvimento de negócios, mas adiantou que “vai ser ultrapassado através da liberalização completa dos movimentos de capitais e da criação de um Fundo Soberano de Garantia de Investimentos Privados para permitir que as empresas tenham acesso ao mercado externo bancário e de capitais para financiarem investimentos de maior envergadura.”

Para Ulisses Correia e Silva, nas perspectivas de mercados e de valorização da posição geográfica e económica do país, Cabo Verde quer ter um “papel relevante na iniciativa chinesa Faixa e Rota, estabelecendo a ligação entre a China, a Europa e a África Ocidental e a África de língua portuguesa.”

Mais de 400 representantes de organismos institucionais e empresas participaram no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Da reunião saiu a decisão de que Portugal será o país anfitrião do próximo encontro, que deverá decorrer em Lisboa, em 2018. (Macauhub)

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