China considera Portugal “parceiro importante” na iniciativa “Faixa e Rota” – Embaixador

20 June 2017

As relações da China com Portugal vivem “o melhor período da sua história” e poderão sair reforçadas com a iniciativa “Faixa e Rota” do governo chinês, em que Portugal é “parceiro importante”, afirmou o embaixador chinês em Lisboa.

O embaixador Cai Run intervinha no Fórum Empresarial das Oportunidades de Negócio entre Portugal, China e Macau, segunda-feira em Lisboa, organizado pelo Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Conselho da China para a Promoção do Comércio Externo (CCPIT) e Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

O período histórico nas relações bilaterais, disse Cai Run, baseia-se nos contactos bilaterais de alto nível, confiança política mútua, cooperação “pragmática e frutífera”, “estreita comunicação e coordenação nos principais assuntos internacionais e regionais”, além de contactos ao nível dos povos.

Os resultados fazem-se sentir a nível comercial, com as trocas bilaterais a elevarem-se a 5,8 mil milhões de euros, mais 29% do que no período homólogo, e total de investimento da China em Portugal a superar 6 mil milhões de euros até final de 2016, fluxo que “cresce de forma constante” e vai beneficiar da ligação directa entre Pequim e Lisboa, a partir deste Verão.

O recente Fórum sobre a iniciativa “Faixa e Rota”, disse Cai Run, “definiu rumos e identificou projectos a concretizar” e, sendo Portugal responsável pela “página da grande era marítima”, é um “parceiro importante” na iniciativa.

Kang Wen, directora-geral do Ministério do Comércio da China para os assuntos de Taiwan, Hong Kong e Macau, sublinhou perante cerca de duas centenas de empresários o “entusiasmo” vivido com a iniciativa, que é “aberta a todos”, permitindo “grande proveito” através da concertação de interesses e cooperação.

Também Zhang Wei, vice-presidente da CCPIT, sublinhou a importância da iniciativa “Faixa e Rota” e as oportunidades que esta proporciona, nomeadamente no turismo para Portugal, tendo em conta que a China terá em breve 700 milhões de turistas a fazer férias no estrangeiro.

António Silva, vogal da AICEP, manifestou o desejo de “incentivar empresas portuguesas a estabelecer parcerias com congéneres chinesas”, apontando como sectores potenciais os transportes, nomeadamente o porto de Sines, mas também as energias renováveis, economia do mar e inovação.

Para o secretário de Estado português para a internacionalização, Jorge Costa Oliveira, existe hoje “um enorme potencial em termos de cooperação empresarial tripartida, sobretudo em outras geografias”, seja na Europa, América Latina ou África, onde Portugal tem importante relacionamento político.

Quanto a Macau, afirmou o presidente do IPIM, Jackson Chang, está a “trabalhar de forma activa na implementação de vários apoios”, como a plataforma de serviços financeiros e o centro de compensação de renminbi para países de língua portuguesa, pondo em evidência o seu papel enquanto plataforma. (Macauhub)

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