Crise leva estabelecimentos hoteleiros de Angola à falência

28 June 2017

A crise económica e financeira que se regista em Angola afectou particularmente a indústria hoteleira, com os estabelecimentos a registarem uma queda das receitas de cerca de 80%, que levou muitos deles à falência, disse terça-feira em Luanda o presidente da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA).

Armindo César, ao intervir no encontro sobre “Os impostos aplicados à actividade hoteleira”, realizado em parceria com a Administração Geral Tributária, precisou que a crise afectou as unidades hoteleiras do país de uma forma grave a partir de 2014.

“Regista-se actualmente uma quebra acentuada das taxas de ocupação dos hotéis, havendo muitas unidades a operarem abaixo de 20% da sua capacidade”, adiantou o presidente da AHRA, que acrescentou haver muitos estabelecimentos cujo taxa de ocupação não excede 5,0%.

Citado pela agência noticiosa Angop, Armindo César frisou que a situação agravou-se com a diminuta entrada de turistas, em resultado, nomeadamente, “da burocracia existente na atribuição de vistos de entrada ao país de estrangeiros.”

Dada a gravidade da situação, disse, as unidades hoteleiras perderam capacidade de honrar os compromissos assumidos com a banca, havendo de momento situações de crédito mal parado, com complicações enormes para o sector.

Do mesmo modo que não conseguem honrar compromissos com os financiadores e fornecedores, as unidades hoteleiras dizem estar também a enfrentar dificuldades em pagar atempadamente as suas obrigações fiscais.

Esta situação afecta, com maior impacto, as pequenas unidades situadas no interior do país, em áreas suburbanas e rurais, com realce para pensões, motéis e empreendimentos turísticos. (Macauhub)

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