Governo de Cabo Verde quer reduzir dependência do apoio externo

5 July 2017

Cabo Verde continua a precisar do apoio dos parceiros internacionais 42 anos após a independência do país, disse terça-feira na Praia o primeiro-ministro cabo-verdiano, que reafirmou a aposta numa economia menos dependente dos apoios externos.

Ulisses Correia e Silva, que recebeu os representantes diplomáticos e das organizações internacionais presentes no país, agradeceu o apoio dado ao crescimento e ao desenvolvimento do país desde a independência, a 5 de Julho de 1975.

O primeiro-ministro disse no final da audiência ter transmitido aos parceiros internacionais a mensagem de que o país está a fazer uma “forte aposta” no investimento, na atracção do turismo, no comércio e “na mudança de perfil” da economia cabo-verdiana “para deixar de ser tão dependente de transferências externas e passar a exportar mais.”

O encontro serviu também para o chefe do governo cabo-verdiano apresentar aos parceiros internacionais o quarto Fórum Mundial do Poder Local, que Cabo Verde acolhe em Outubro, e que deverá trazer ao país representantes locais de todo o mundo.

No encontro, o primeiro-ministro apresentou aos representantes das missões diplomáticas e dos postos consulares a linhas gerais da política externa de Cabo Verde, centrada numa aposta na diplomacia económica e no reforço da parceria com a União Europeia.

“O arquipélago tem com a União Europeia um historial de relações comerciais, de investimentos e do turismo que quer reforçar, motivo para se querer adoptar a parceria existente com novos eixos de investimentos, de emprego e de crescimento”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva admitiu também a necessidade de reforçar a acção diplomática do país no Reino Unido, principal mercado emissor de turistas e sublinhou a intenção de ter uma “participação política activa” na Comunidade Económica de Países da África Ocidental (CEDEAO) com “presença efectiva” nos cargos da organização. (Macauhub)

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