Angolana Sonangol mantém interesse na construção da refinaria do Lobito

7 July 2017

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) mantém a convicção de que o projecto de construção da refinaria do Lobito é estratégico para a empresa e para o país “dado o elevado défice nacional na produção de refinados”, de acordo com o relatório e contas de 2016.

O documento recorda que as obras de construção da refinaria foram mandadas parar em Agosto de 2016 pela presente administração, “para reavaliação da visão estratégica de desenvolvimento e execução deste projecto.”

“A medida aplicada prevê a revisão criteriosa do desenvolvimento, faseamento e financiamento deste projecto e resultou não apenas da adversa conjuntura económica actual, em particular no sector petrolífero, como também da não materialização de alguns dos pressupostos originais que suportaram a sua aprovação”, pode ler-se a páginas 51 e 52.

O relatório acrescenta que a impossibilidade de medição e incorporação do potencial de desenvolvimento e exploração das industrias adjacentes à refinaria ao valor actual da refinaria, onerou negativamente o exercício, com imparidades no montante de 116 914 milhões de kwanzas (701 milhões de dólares).

A construção da Refinaria do Lobito, que iria ocupar uma área de 3805 hectares, deveria ficar concluída em 2018, depois de a primeira pedra ter sido lançada, em 2012, com um custo estimado em 5,6 mil milhões de dólares.

A refinaria foi projectada para processar 200 mil barris de petróleo por dia e produzir combustíveis como gasolina, gasóleo, petróleo para a aviação (Jet A1) e outros derivados. (Macauhub/AO)

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