Concorrência da banca limita expansão da Bolsa de Valores de Moçambique

7 July 2017

A concorrência aos recursos dos clientes efectuada pelo sistema bancário em Moçambique é a principal razão pela qual a bolsa de valores do país tem apenas cinco empresas cotadas, revela um estudo encomendado pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), noticiou a imprensa moçambicana.

O estudo, elaborado pelo Programa de Desenvolvimento Económico e Empresarial (SPEED+) da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID), pretendia saber qual a razão ou razões pelas quais a BVM tem apenas cinco empresas cotadas no mercado accionista, não obstante o desenvolvimento económico do país, com taxas de crescimento médias de 7,0% em duas décadas.

O economista Hipólito Hamela, consultor na elaboração deste estudo, disse que a principal conclusão é que a BVM tem como operadores do mercado de capitais os seus próprios concorrentes, isto é, os bancos e “estes estão mais interessados em convidar uma pessoa que esteja com excesso de liquidez a fazer um depósito a prazo do que a comprar acções.”

Hamela, citado pelo jornal O País, disse ainda que os bancos podem aliciar as empresas que pretendam expandir os negócios com a abertura do capital a novos accionistas através de operações em bolsa a contrair crédito bancário.

A BVM, criada em 1999, conta actualmente no mercado accionista com cinco empresas – Cervejas de Moçambique, CETA – Engenharia e Construção, Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, Empresa Moçambicana de Seguros e a Matama – Matadouro da Manhiça. (Macauhub)

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