Nova fábrica faz com que Angola seja auto-suficiente na produção de clínquer

13 July 2017

Angola passou a dispor de uma capacidade de produção de clínquer estimada em sete milhões de toneladas/ano com a inauguração quarta-feira no município de Cacuaco, província de Luanda, de uma nova fábrica da empresa cimenteira Nova Cimangola, disse a ministra da Indústria, Bernarda Martins.

Esta nova fábrica, com uma capacidade instalada de dois milhões de toneladas/ano, junta-se às das empresas FCKS, na província do Cuanza Sul e do Fundo Internacional da China (CIF), “pelo que a capacidade de produção agora existente vai fazer com que o país deixe de importar clínquer”, adiantou a ministra.

Bernarda Martins salientou que Angola dispõe de grandes jazigos de calcário, minério de ferro, gesso e argila, ingredientes necessários para a produção de clínquer.

A ministra recordou que mesmo antes da entrada em funcionamento desta nova fábrica o país era já auto-suficiente no que respeita à produção de cimento, uma vez que o consumo situa-se em seis milhões de toneladas/ano para uma produção de oito milhões de toneladas/ano.

O Jornal de Angola escreveu que o recurso à importação de clínquer pesava significativamente nas contas da Nova Cimangola, que gastava anualmente cerca de 70 milhões de dólares na compra da matéria-prima, com implicações nos custos de produção e no preço do produto final.

Com a entrada em funcionamento desta fábrica, prevê-se que a Nova Cimangola duplique a sua produção, passando de 1,8 milhões de toneladas anuais para 3,6 milhões de toneladas, as mesmas quantidades que são produzidas actualmente pela China Internacional Fund Angola, com a qual passa a disputar a liderança do mercado.

O jornal escreveu ainda que o investimento necessário para a construção desta nova fábrica, designada Nova Cimangola II, foi comparticipado pela própria Nova Cimangola e pela empresa Ciminvest, o principal accionista.

Representando um investimento de cerca de 400 milhões de dólares, as obras de construção da nova fábrica foram executadas em 21 meses pela empresa chinesa Sinoma International Engineering.

Os accionistas da Nova Cimangola são a Ciminvest (49%), o Estado angolano (40%) e o estatal Banco Angolano de Investimentos (10%), estando o restante 1,0% nas mãos de particulares. (Macauhub)

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