Banca de Cabo Verde estuda critérios mais rigorosos para operações bancárias

24 July 2017

O Banco de Cabo Verde e a banca comercial a operar no país estão a considerar a introdução de “critérios mais rígidos” nas operações bancárias de movimentação de capitais para reforçar a confiança dos bancos correspondentes no estrangeiro, anunciou na Praia o governador do banco central.

O governador João Serra, ao referir-se ao encontro realizado na capital entre o supervisor bancário e representantes da banca comercial, recordou que os bancos precisam de ter correspondentes no estrangeiro para procederem às transferências e adiantou haver “muitas dificuldades, particularmente agora com toda a problemática de financiamento do terrorismo e da lavagem de capitais.”

João Serra disse ainda que as formas de ultrapassar esta questão passam “pela introdução de critérios ainda mais rigorosos de controlo no que diz respeito à abertura de contas, depósitos, às movimentações de capitais, para dar todo o conforto necessário aos bancos lá fora para poderem ser correspondentes da banca nacional.”

O encontro serviu igualmente para analisar o financiamento do recém-aprovado Fundo de Garantia de Depósitos, proposto pelo Banco de Cabo Verde e aprovado pelo governo e pelo parlamento, faltando ainda aprovar o respectivo regulamento.

O governador admitiu que a definição da forma de financiamento do fundo é uma “situação complexa” e que “exige algum cuidado” por causa da situação da banca cabo-verdiana que, segundo disse, “não é muito famosa”, tendo, por isso, de ser encontrada “uma solução ajustada à realidade nacional.”

O Banco Comercial do Atlântico, do grupo estatal português Caixa Geral de Depósitos (CGD), e a Caixa Económica de Cabo Verde são os dois maiores bancos a operar no país, onde se contam também outros como o Banco Interatlântico (CGD) ou o Banco Angolano de Investimentos. (Macauhub)

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