Trabalhadores vão poder comprar 5% da angolana Infrasat – Telecomunicações

28 July 2017

Cinco por cento das acções representativas do capital social da estatal Infrasat, unidade de negócios da Angola Telecom para telecomunicações via satélite e que vai gerir o primeiro satélite angolano, vão ser alienados em bolsa numa operação reservada a trabalhadores, de acordo com uma decisão presidencial.

A decisão estipula que a empresa vai passar a chamar-se Infrasat – Telecomunicações e que o seu capital ficará 40% nas mãos da Angola Telecom e os restantes 55% serão distribuídos pelos privados da GAFP – Investimentos e Participações SA (30%), Lello SA (20%) e Macgra – Importação e Exportação SA (5%).

Esta alteração decorre da colocação em órbita, este ano, e correspondente entrada em serviço, do AngoSat-1, o primeiro satélite angolano, dizendo a decisão presidencial que tal facto “requer a operacionalização e comercialização dos seus recursos em meios de comunicações”, permitindo uma “melhoria substancial na oferta diversificada dos serviços de telecomunicações” às populações em zonas do território nacional “ainda não cobertas pelos operadores de comunicações electrónicas.”

A decisão implica a desanexação do património afecto à Angola Telecom, para as telecomunicações via satélite, bem como a passagem dos respectivos trabalhadores para os quadros de pessoal da empresa Infrasat – Telecomunicações SA.

Entre outro património, a Angola Telecom transfere para a nova empresa público-privada os terrenos, edifícios e equipamentos onde se encontra instalada a Estação Terrestre de Talatona, arredores de Luanda, bem como a Estação Terrestre da Funda, na mesma província, de comunicações via satélite.

O lançamento do AngoSat-1, em construção na Rússia desde 2013 após uma década de negociações, está previsto para o terceiro trimestre deste ano, de acordo com o anúncio mais recente feito pelo ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola.

O AngoSat-1 vai disponibilizar serviços de telecomunicações, televisão, Internet e governo electrónico, devendo permanecer em órbita “na melhor das hipóteses” durante 18 anos. (Macauhub)

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