Construção da barragem de Moamba-Major, em Moçambique, vai ser concluída

3 August 2017

A barragem de Moamba-Major, na província meridional de Maputo, é um projecto para ser concluído, assegurou o ministro Carlos Bonete, ao prestar declarações à margem do III Conselho Coordenador do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O ministro, citado pela agência noticiosa AIM, disse que a ideia do governo é continuar à procura de recursos através de parcerias público-privadas, uma vez que, acrescentou, “Moamba-Major é para ser feita.”

O cronograma do projecto indica que a barragem devia começar a funcionar em 2019, mas, face ao cenário actual, é desconhecida a data de conclusão da obra.

A construção desta barragem no leito da bacia do rio Incómati ficou suspensa na sequência do caso de corrupção no Brasil conhecido por “Lava Jacto”, que envolveu diversas empresas de construção civil, caso da Andrade Gutierrez, que funcionava como empreiteiro nesta obra.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social anunciou em Outubro de 2016 a suspensão do financiamento de 25 projectos executados por empresas brasileiras em países estrangeiros, em que se incluíam Angola e Moçambique.

Em Outubro de 2016, o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, disse que o seu país iria honrar a promessa de financiar a construção da barragem de Moamba-Major, apesar dos projectos brasileiros em Moçambique e outros países estarem a ser reavaliados.

A barragem de Moamba-Major, cuja primeira pedra foi lançada em 2014, terá capacidade para armazenar 760 milhões de metros cúbicos de água, controlar o fluxo do rio Incomáti, aumentar o abastecimento de água às cidades de Maputo, Matola e Ressano Garcia e ter uma central para produzir 15 megawatts de energia eléctrica.

A construção desta barragem tem um custo estimado em 466 milhões de dólares, sendo que o Brasil havia prometido disponibilizar 320 milhões de dólares. (Macauhub)

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