Crédito malparado tem crescido em Angola nos últimos três anos

3 August 2017

O incumprimento no pagamento dos créditos tem estado a aumentar em Angola ao longo dos últimos três anos devido ao quadro macro-económico que o país atravessa, disse quarta-feira em Luanda o presidente da Recredit – Gestão de Activos.

A Recredit, sociedade constituída por lei de 11 de Junho de 2016, em que os direitos e as obrigações do Estado, enquanto accionista, são exercidos pelo Ministério das Finanças, tem estado envolvida na aquisição do crédito malparado na banca pública, podendo adquirir créditos problemáticos em toda a banca que desenvolva actividades no território nacional, desde que relacionados com processos direccionados à economia angolana.

O presidente da empresa, Vicente Leitão, disse num encontro com a imprensa especializada que a instituição que dirige não é um “banco mau”, ou seja, não compra activos para vender, mas sim para recuperá-los em termos do interesse da economia nacional e não apenas do interesse financeiro.

Vicente Leitão fez saber que neste momento a Recredit está em processo de negociação de crédito malparado de cinco bancos comerciais, Banco de Poupança e Crédito, Banco de Comércio e Indústria, Banco Angolano de Investimentos, Banco Keve e Banco de Negócios Internacional.

O administrador executivo Filipe Duarte, questionado sobre os mecanismos a adoptar no processo de cobrança aos mutuários, disse que a empresa vai tentar sempre a negociação a fim de procurar obter uma solução junto dos mutuários, atendendo a que estes passam a ficar a dever à Recredit, a partir do momento em que há transmissão de crédito da entidade do sector financeiro bancário para a esfera da empresa.

Essa negociação, adiantou a administradora executiva Angélica Paquete, visa avaliar o projecto em questão, determinar se um investimento adicional poderá torná-lo viável e se a Recredit irá intervir de forma directa ou indirecta na sua gestão. (Macauhub)

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