Banco Sol inicia serviços em mandarim para atrair chineses residentes em Angola

14 August 2017

O angolano Banco Sol respondeu de forma positiva à solicitação da Câmara de Comércio China-Angola para a abertura de balcões de atendimento personalizado em mandarim a fim de atrair ao sistema bancário a população chinesa residente em Angola, escreveu o Jornal de Angola.

A solicitação foi apresentada pelo pelo presidente daquela câmara, Manuel Calado, no decurso de um seminário subordinado ao tema do “Fomento de negócios e parcerias” promovido pelo Banco Sol.

Manuel Calado declarou que existe uma grande dificuldade por parte dos chineses em aderirem aos bancos que operam em Angola, uma oportunidade de negócio que fez com que o Banco Sol tenha decidido criar serviços especializados que trabalham e oferecem produtos em língua chinesa e protecção física dos clientes durante as operações.

“Estamos a trabalhar com os bancos nacionais para começar a abrir agências destinadas à comunidade chinesa com alguma segurança, facilidade de comunicação e o lançamento de linhas de crédito para jovens angolanos interessados em adquirir habitações em projectos promovidos por chineses”, anunciou Manuel Calado.

O presidente da Câmara de Comércio Angola-China acrescentou que as empresas chinesas têm, em Angola, uma grande oferta de habitação e imobiliária, mas não conseguem vender porque os jovens encontram dificuldades financeiras, pelo que se pretende estabelecer um acordo com o Banco Sol para a concessão de empréstimos aos interessados.

No final do seminário, o presidente da Câmara de Comércio China-Angola garantiu que empresários chineses dos sectores comercial, industrial e agro-pecuário têm disponíveis seis mil milhões de dólares para investir em Angola.

Manuel Calado disse ainda que o montante anunciado é independente dos acordos de financiamento existentes entre os governos dos dois países. (Macauhub)

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