Standard & Poor´s revê em baixa para “B-” a notação de risco de Angola

15 August 2017

A agência Standard & Poor’s (S&P) reviu em baixa de “B” para “B-” a notação de risco da dívida a longo prazo de Angola em moeda nacional ou estrangeira, tendo, no entanto, mantido uma perspectiva estável, de acordo com a mais recente nota da agência.

A S&P argumenta para esta revisão em baixa com a dinâmica da receita fiscal de Angola, que se mantém inferior ao inicialmente previsto, bem como com a dimensão do serviço da dívida soberana associado à fraqueza do sector bancário do país.

O serviço da dívida de Angola tem estado a crescer mais do que o previsto, aumento que se deve á contracção de empréstimos tanto internos como externos por parte do governo para suprir a quebra da receita fiscal, derivada da continuada quebra dos preços do barril de petróleo, o principal produto de exportação do país.

A Standard & Poor’s referiu nesta avaliação da notação de risco que o valor do serviço da dívida poderá representar este ano cerca de 15% das receitas fiscais, contra 7% em 2015.

A perspectiva económica de Angola mantém-se estável, de acordo com a agência, uma vez que as reservas sobre o exterior do país podem ajudar o suprir o nível elevado de défice corrente sem que sejam afectadas de forma significativa.

O governo de Angola anunciou na passada semana pretender voltar a emitir dívida sob a forma de euro-obrigações, ao abrigo de um despacho presidencial que autoriza o ministro das Finanças a colocar até 2000 milhões de euros a fim de “melhorar a composição da carteira de dívida externa.”

Angola estreou-se na emissão de euro-obrigações em Novembro de 2015, angariando então 1500 milhões de dólares, através de um sindicato de bancos liderado pelo norte-americano Goldman Sachs International e que incluiu o alemão Deutsche Bank e chinês ICBC International. (Macauhub)

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