Angola deverá recomeçar a exportar conservas de peixe a médio prazo

21 August 2017

Angola deverá recomeçar a exportar conservas de peixe para o mercado europeu na sequência da inauguração sexta-feira no município do Tômbwa, província do Namibe, de duas novas unidades para a produção de conservas, congelação e conservação de pescado, de acordo com a imprensa angolana.

A Pes-Sul, a unidade vocacionada para a produção de conservas de peixe, dispõe de duas linhas de processamento e uma produção diária de 125 mil latas, estando os seus proprietários a ponderar a montagem ainda este ano de uma linha para a produção de pasta de peixe.

A ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, salientou que a recuperação desta unidade permite que Angola volte a ter conservas de peixe produzidas no país e que a médio prazo comece a exportar para mercados como o europeu, “onde as nossas conservas de peixe já marcaram presença.”

Lembrou que Angola foi sempre um país produtor de conservas de peixe a partir de espécies como atum, cavala, sardinha, anchova e carapau, antes e depois da independência, com fábricas localizadas nas províncias do Namibe e de Benguela.

A ministra procedeu ainda à inauguração da empresa Nova Vida, cujas instalações foram construídas de raiz, que dispõe de capacidade para congelar 250 toneladas de peixe por dia, através de 10 túneis de congelação.

Angola importou em 2016 mais de 3800 toneladas de vários tipos de conservas, provenientes sobretudo de Marrocos, Indonésia, Tailândia e Portugal, estando inscrito no Plano Nacional de Desenvolvimento 2012/2017 que o país deverá estar a produzir no final desse período cerca de 4600 toneladas de conservas de peixe.

O município do Tômbwa fica localizado a 93 quilómetros a sul da cidade de Moçâmedes. (Macauhub)

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