Endividamento do sector não-financeiro agrava-se em Portugal para 726 mil milhões de euros

25 August 2017

O sector não-financeiro de Portugal apresentava um endividamento de 726 mil milhões de euros no final do primeiro semestre, dos quais 317,7 mil milhões eram referentes ao sector público e 408,3 mil milhões ao sector privado, informou o Banco de Portugal em comunicado divulgado em Lisboa.

O banco central informou ainda que relativamente ao final de 2016 o endividamento do sector não-financeiro aumentou 10,9 mil milhões de euros, dos quais 9,9 mil milhões de euros respeitavam ao sector público e 1,0 mil milhões de euros ao sector privado.

A evolução do endividamento do sector privado reflecte, sobretudo, o acréscimo do endividamento das empresas (1,3 mil milhões de euros), com destaque para o aumento de 3,5 mil milhões de euros do financiamento obtido junto de não-residentes, uma vez que o endividamento dos particulares reduziu-se em 300 milhões de euros.

Entretanto, o Banco de Portugal informou igualmente que o défice externo do país agravou-se no primeiro semestre de 2017, tendo passado de 356 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2016 para 685 milhões de euros no período homólogo do ano em curso.

A deterioração do défice ficou a dever-se à redução do excedente da balança de bens e serviços, que se reduziu em 412 milhões de euros em comparação com o primeiro semestre do ano passado, em resultado do aumento das exportações em 12,1% em termos homólogos contra 14,7% para as importações cresceram.

O crescimento, para 825 milhões de euros, do saldo positivo da balança de serviços, em que se integram as receitas da actividade turística, “foi insuficiente para compensar o aumento do défice da balança de bens”, assinalou o Banco de Portugal.

Na rubrica de “viagens e turismo”, o excedente subiu 808 milhões de euros e atingiu 3953 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2017. (Macauhub)

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