Investimento do Japão em Moçambique deve envolver empresas privadas

25 August 2017

O Japão deve prestar mais atenção ao financiamento de projectos de entidades privadas em Moçambique, ao contrário do que acontece actualmente, em que apenas as instituições públicas são apoiadas, disse o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA).

Agostinho Vuma, citado pela imprensa moçambicana, além de ter mencionado o facto de os financiamentos concedidos pelo Japão terem como destino exclusivo o sector público, lamentou que que aquele país tenha recuado na lista dos maiores investidores em Africa, ao ter caído do terceiro para o décimo lugar entre 2009 e 2014.

O presidente da CTA falava à margem da Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África, um encontro que encerra hoje em Maputo e que junta ministros africanos dos Negócios Estrangeiros para debater os desafios do continente.

De acordo com Vuma, dos 73 memorandos assinados entre o Japão e os países africanos no ano passado, Moçambique assinou seis, mas todos estes foram firmados entre o governo moçambicano e empresas privadas japonesas.

Agostinho Vuma reconheceu que o Japão já demonstrou estar interessado em aumentar os seus investimentos em África, cabendo agora aos africanos, muito em particular ao sector privado, demonstrar que estão preparados.

Adiantou, no entanto, que África em geral e Moçambique em particular teriam muito mais a ganhar se todos esses investimentos ocorressem entre instituições privadas, pois só dessa forma é que se assistiria a uma transferência real de conhecimentos e de tecnologias.

No decurso da conferência, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Kono, disse que o seu país continuará a desenvolver esforços a fim de garantir o comércio livre e fortalecer as rotas de ligação entre a Ásia e África, incluindo o investimento qualitativo em infra-estruturas. (Macauhub)

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