Governo de Macau concede subsídios a empresas afectadas pela passagem do tufão “Hato”

31 August 2017

As micro, pequenas e médias empresas de Macau afectadas pela passagem do tufão “Hato” e que o solicitaram já começaram a receber um subsídio de 50 mil patacas (6250 dólares) para que possam retomar a actividade o mais depressa possível, informou a Direcção dos Serviços de Economia (DSE).

O montante do subsídio foi aumentado de 30 mil para 50 mil patacas por decisão do governo de Macau, depois de terem sido conhecidas de forma aprofundada as dificuldades enfrentadas por aquelas empresas, bem como por vendilhões, que constituem o esteio do tecido económico do território.

Os primeiros cheques foram entregues dia 28, segunda-feira, data em que a Direcção dos Serviços de Economia tinha recebido mais de 3500 pedidos de apoio, dos quais foram aprovados 334, representando um montante de 10,02 milhões de patacas.

A DSE anunciou ainda na ocasião que, em colaboração com vários serviços públicos da Secretaria para a Economia e Finanças, estava a desenvolver todos os esforços para processar os pedidos de apoio, procurando atribuir outros abonos, o mais breve, e progressivamente, possível.

O pessoal daquela direcção de serviços, em colaboração com outros serviços públicos e com as associações comerciais, tem-se deslocado aos diversos bairros de Macau para se aperceber das dificuldades enfrentadas pelas empresas afectadas, para ajudar as micro, pequenas e médias empresas na apresentação dos pedidos de apoio e oferecer-lhes apoio técnico.

O tufão “Hato”, o mais violento a atingir Macau nos últimos 18 anos, deixou 10 mortos e 244 feridos e um rasto de destruição, tanto entre as habitações e espaços comerciais, como entre as árvores do território, com cerca de 10 mil a terem ficado total ou parcialmente destruídas.

Árvores derrubadas, andaimes, cercas, anúncios de estabelecimentos comerciais e janelas arrancadas, várias zonas do território inundadas, nomeadamente no Porto Interior e na zona da Barra, bem como danos em edifícios foram os efeitos da passagem do tufão Hato.

Até à passada terça-feira a Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR) tinha recolhido mais de 11 mil toneladas de lixo nos 32 quilómetros quadrados que constituem a península e ilhas, num território que habitualmente produz uma média diária de 800 toneladas de lixo.

Centenas de voluntários e mil militares da guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo chinês participaram em trabalhos de resposta à catástrofe, nomeadamente na remoção dos resíduos e detritos.

Esta foi a primeira que o governo de Macau solicitou a ajuda da guarnição de Macau tendo o porta-voz do governo afirmado após o regresso dos soldados ao quartel que a população de Macau tinha ficado sensibilizada e manifestado a sua gratidão pela ajuda prestada na remoção das árvores e troncos partidos e na quantidade imensa de lixo que o tufão encaminhou para as ruas da cidade.

Também a Fundação Macau decidiu facilitar os pedidos de apoio a quem tenha de efectuar “obras de consolidação” em portas e janelas danificadas, ao abrigo do “Projecto de ajuda especial aos prejuízos causados pela passagem do tufão Hato”, decisão que resultou de um encontro entre o presidente da instituição e a Associação dos Engenheiros Electrotécnicos e Mecânicos.

“Os residentes que pretendam solicitar subsídio para estas obras devem guardar os respectivos recibos de pagamento acompanhados das respectivas fotografias justificativas dos danos sofridos e das obras realizadas, devendo as pessoas que sofreram prejuízos nas suas habitações recorrer às empresas ou técnicos especializados para a execução das obras necessárias de modo a garantir a qualidade e segurança das mesmas”, ainda de acordo com a informação da Fundação Macau.

O Banco Nacional Ultramarino, um dos dois bancos emissores do território, anunciou o lançamento de um programa de concessão de empréstimos a pequenas e médias empresas e a particulares, com taxas de juro bonificadas e com um período de graça de 30 meses.

Outras instituições de Macau, caso das empresas concessionárias de jogo ou da Companhia de Telecomunicações de Macau, ou efectuaram doações para ajudar todos os que foram afectados ou no caso da CTM ajudar a reparar os equipamentos de telecomunicações que tenham sido afectados pela passagem do tufão.

Por último, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong anunciou quarta-feira estar a contactar as empresas portuguesas afectadas pela passagem do tufão Hato para ajudar a agilizar os pedidos de apoio disponibilizado pelas autoridades do território.

“Estamos a identificar os casos de pequenas e médias empresas portuguesas, muitas das quais com sócios que não falam português, para dar conta de que podemos ajudar a canalizar todos os processos para agilizar o tratamento destes casos pela Fundação Macau”, afirmou o cônsul-geral Vítor Sereno, no final de uma reunião com cerca de 20 associações portuguesas e de matriz portuguesa. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH