Premier African Minerals quer alienar concessão florestal em Moçambique

1 September 2017

O grupo Premier African Minerals vai alienar uma concessão florestal detida em Moçambique pela TCT – Indústrias Florestais a fim de se concentrar na exploração de tungsténio e lítio no Zimbabué e de potassa na Etiópia, informou a empresa em comunicado divulgado quinta-feira em Londres.

A TCT – Indústrias Florestais é uma empresa controlada pelo grupo Premier African Minerals, que em Novembro de 2016 adquiriu uma participação de controlo de 52% à Transport Commodity Trading Mozambique Ltd (TCTM) e à GAPI Sociedade de Investimentos, contra o pagamento sujeito a condições de 2,1 milhões de dólares.

A empresa dispõe de uma licença de exploração de depósitos de calcário numa área com 27 quilómetros quadrados e uma concessão florestal com 24 812 hectares localizada no centro de Moçambique, a que estão associadas uma serração e uma fábrica para a produção de mobiliário e de produtos semi-acabados para exportação.

O comunicado adianta que embora o grupo continue interessado nos depósitos de calcário, os activos florestais não se enquadram na actual estratégia do grupo, que é confirmada pela recente suspensão de autorizações para o abate de árvores e respectivas licenças de exportação.

O grupo salienta que a compra da participação de controlo estava dependente da atribuição de quotas para o abate de árvores por parte do governo de Moçambique, pelo que o interregno existente “dá uma oportunidade para renovar os direitos e obrigações ao abrigo dos acordos de aquisição, mantendo em simultâneo uma participação de 50% nos activos de calcário.”

A administração do grupo, prossegue o comunicado, “está a analisar possíveis parcerias e/ou a venda da sua participação no negócio florestal ao mesmo que se mantém interessado nos depósitos de calcário.”

O grupo Premier African Minerals controla uma carteira de activos de metais estratégicos e de projectos agro-minerais na África Austral e Ocidental. (Macauhub)

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