Província de Tete, Moçambique, terá a prazo quatro linhas de caminhos-de-ferro

11 September 2017

A província de Tete, centro de Moçambique, vai a prazo ficar ligada ao resto do país por quatro linhas de caminhos-de-ferro, com a construção das de Macuse e Chiúta, para o transporte de carvão mineral e de minério de ferro, além de outras mercadorias, disse o director provincial dos Transportes e Comunicações.

Tete conta actualmente com duas linhas, a do Sena para o porto da Beira e a recém-concluída de Nacala, ambas partindo de Moatize, onde existe uma bacia carbonífera, cujas minas são exploradas pela Vale Moçambique, do grupo brasileiro Vale, International Coal Ventures Private Limited (ICVL) da Índia e Minas Moatize.

A JSPL Mozambique Minerais, do grupo indiano Jindal Steel and Power Ltd (JSPL), extrai carvão no jazigo de Marara, outro distrito com este tipo de minério.

O director provincial Romeu Sandoca disse à agência noticiosa AIM que além das duas novas linhas férreas de Moatize-Macuse, na Zambézia (centro) e Chiúta-Nacala Porto, em Nampula (norte), que a província vai ainda ter um porto seco a ser construído em Cateme (Moatize).

Sandoca adiantou que a linha de Macuse terá a particularidade de incluir um ramal, que partirá de Moatize para Chitima, sede distrital de Cahora Bassa, onde existem duas empresas mineiras, nomeadamente a JSPL Mozambique Minerais e a ENRC Mozambique, subsidiária do Eurasian Resources Group do Casaquistão, não tendo esta última ainda iniciado a extracção do minério.

O director dos Transportes e Comunicações disse que a convergência de quatro linhas de caminhos-de-ferro vai impulsionar de forma significativa o crescimento da província de Tete.

A linha do Sena, com capacidade para escoar 12 milhões de toneladas/ano, tem uma extensão de 547 quilómetros, partindo de Moatize para o porto da Beira e a de Nacala, com uma extensão de 902 quilómetros, parte igualmente de Moatize até ao porto de Nacala, dispondo de capacidade para escoar 20 milhões de toneladas/ano.

A linha de Chiúta terá uma extensão de 1070 quilómetros até Nacala e servirá essencialmente para o transporte do minério de ferro que será extraído na bacia de Chiúta e Moatize.

A linha de Macuse, com uma extensão de 525 quilómetros, liga Moatize a Macuse, na província da Zambézia, dispondo de um ramal até Chitima, mais 125 quilómetros, indo servir igualmente para o escoamento de carvão e de minério de ferro.

O porto seco, a ser construído em Cateme, distrito de Moatize, ocupará uma área de 100 hectares, ficará localizado junto à Estrada Nacional 7 e poderá ser entregue em regime de concessão a qualquer interessado, tanto empresas nacionais como estrangeiras, a fim de processar toda a espécie de cargas à excepção do carvão mineral. (Macauhub)

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