Moçambique deve procurar aumentar o consumo doméstico de açúcar

15 September 2017

Moçambique precisa de aumentar o consumo doméstico de açúcar “per capita” e em simultâneo identificar mercados alternativos aos da União Europeia, muito em particular do Reino Unido, disse em Maputo o presidente da Associação dos Produtores de Açúcar de Moçambique (Apamo).

Rosário Cumbe usava da palavra no decurso de uma conferência organizada pela Federação da Associação dos Produtores do Açúcar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que visava, entre outros assuntos, analisar as implicações da saída do Reino Unido da União Europeia para o sector do açúcar dos países da SADC.

A União Europeia é, de acordo com dados apresentados no encontro, o terceiro maior produtor e o segundo maior consumidor do açúcar no mundo, sendo que o Reino Unido absorve mais de metade da produção dos países da SADC colocada no bloco económico europeu.

O presidente da Apamo, Rosário Cumbe, disse ainda que os produtores de açúcar dos países membros da SADC devem olhar para o mercado regional em que estão inseridos.

Cumbe, que é igualmente administrador delegado da Tongaat Hulett, gestora da Açucareira de Xinavane, província de Maputo, salientou que o mercado da SADC apresenta um défice de açúcar de cerca de dois milhões de toneladas proporcionando, assim, um vasto universo de consumidores em países como Angola, Tanzânia e RD do Congo.

Moçambique, com uma capacidade instalada para produzir 550 mil toneladas de açúcar, produz 460 mil toneladas, situando-se o consumo à volta de 220 mil toneladas, que caso aumentasse para 15 quilogramas por pessoa seria suficiente para absorver a totalidade da produção anual.  (Macauhub)

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