Governo de Moçambique pretende ter o país electrificado até 2030

21 September 2017

O governo de Moçambique continua empenhado no seu propósito de levar energia eléctrica a todo o país até 2030, garantiu quarta-feira em Maputo a ministra dos Recursos Minerais, Letícia Klemens.

A ministra, que falava por ocasião da apresentação da carteira de projectos do Fundo Nacional de Energia (Funae), salientou que o governo tem vindo a intensificar os esforços no sentido de levar o abastecimento de energia eléctrica às zonas rurais do país.

Citada pelo matutino Notícias, de Maputo, Letícia Klemens adiantou que as entidades privadas “passam a ter mais espaço para o financiamento dos projectos de energias renováveis em Moçambique, abrindo-se, desta forma, caminho para que o investimento deixe de ser apenas público.”

Como exemplo de envolvimento do sector privado, citou o acordo assinado em Maio passado entre o Funae, o grupo português Galp Energia e a Fundação Galp, que visa a electrificação de cinco vilas nas províncias de Cabo Delgado, Manica e Sofala, o que vai elevar os níveis de crescimento e desenvolvimento destas comunidades rurais.

A iniciativa tem um orçamento estimado em 40 milhões de meticais, prevendo-se que as actividades decorram num período de dois anos.

A carteira de projectos do Funae, com um custo estimado em cerca de 500 milhões de dólares, prevê a electrificação, através da utilização de energia solar e hídrica de algumas áreas das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.  (Macauhub)

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