Angola continuará dependente do petróleo para crescer

29 September 2017

O crescimento económico de Angola continuará dependente do petróleo nos anos mais próximos, devido à fraca diversificação da economia, prevendo a Economist Intelligence Unit (EIU) que se registe uma taxa média de 2,5% no período de 2017 a 2021, que compara com uma de 4,7% entre 2011 e 2015.

O relatório sobre Angola agora divulgado refere que depois de um crescimento real zero em 2016, a taxa de crescimento da economia angolana oscilará entre 2,7%, já este ano e em 2021 e de 2,4% em 2018 e 2019 e de 2,5% em 2020.

O documento acrescenta que estando a economia de Angola ainda a ajustar-se a um ambiente de preços do petróleo baixos, o crescimento económico a ser registado será o resultado de um aumento da despesa pública e do consumo privado.

A EIU refere que a realização de investimentos fora do sector dos hidrocarbonetos continuará a ser prejudicada pela ausência de reformas, pelo elevado nível de burocracia e pelo “aparente aumento dos pagamentos em atraso às empresas que prestam serviços ao Estado.”

Os analistas da EIU salientam que o crescimento económico poderá vir a ser mais elevado caso o novo Presidente da República aprove reformas estruturais conforme sugerido pelos técnicos do Fundo Monetário Internacional.

“Este cenário deverá, no entanto, ser improvável, atendendo a que tenderia a causar desencanto entre a elite no poder e a representar uma ameaça a longo prazo para a estabilidade social”, pode ler-se no relatório. (Macauhub)

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