Comércio informal em Angola representa 80% do comércio total

6 October 2017

O comércio informal ou paralelo em Angola representa 80% do total, “um dado que torna precário e vulnerável o crescimento e o desenvolvimento da economia angolana”, de acordo com técnicos ligados ao programa de transferência de toda a actividade comercial informal para o circuito oficial.

Técnicos ligados ao programa informaram que a actividade formal tem uma ligação muito estreita com o sector informal, com o sector oficial a queixar-se da concorrência desleal do comerciante na informalidade que detém uma quota de mercado em torno de 80%.

O programa, iniciado a 11 de Setembro passado nos principais mercados da capital angolana, registou nos primeiros oito dias, apenas no “Mercado do Km 30”, em Viana, 4600 agentes económicos fora do sistema fiscal, que exercem a venda de mercadorias diversas em bancadas.

O Jornal de Angola menciona dados fornecidos pela administração daquele mercado que mostram a existência de outros 455 contribuintes a exercerem o mercado por grosso mediante alvarás alugados de venda a retalho, situações que foram identificadas pelos técnicos dos ministérios das Finanças, Comércio, Interior, Pescas, Agricultura e Saúde.

O jornal escreveu ainda que entre 11 e 22 de Setembro naquele mercado e arredores foi possível recuperar, em apenas 56 notificações emitidas, dívida em impostos correspondentes aos anos de 2013 a 2016 estimada em 32,8 milhões de kwanzas, relativa aos impostos Industrial, de Selo e Predial Urbano.

A formalização da economia é encarada como um dos principais objectivos do governo angolano, abrigo da iniciativa que busca promover a sua diversificação, visando o alargamento da base tributária e a redução das importações. (Macauhub)

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