Grupo francês produz cereais em Angola para garantir produção de cerveja

6 October 2017

O grupo francês Castel, detentor da fábrica e da marca Nocal, investiu 50 milhões de dólares na produção de cereais num terreno de 3000 hectares na província de Malanje, a fim de reduzir a dependência da importação de matérias-primas, disse o director-geral da Nova Empresa de Cerveja de Angola (Nocal).

Gilles Leclerc disse à agência noticiosa Angop que a plantação de cereais começou no princípio do ano em cerca de 80% dos 3000 hectares e recordou que a importação de matérias-primas constitui uma dificuldade partilhada por toda a indústria de produção de bebidas do país.

No caso da Nocal, a fábrica, com uma produção mensal de cerca de 10 milhões de litros de cerveja, depende da importação de malte e lúpulo, bem como das peças necessárias para proceder à manutenção das linhas de produção e de enchimento.

O director-geral adiantou ser possível obter em Angola praticamente todas as matérias-primas para a comercialização de cerveja, uma vez que o grupo produz localmente o vidro, latas, rótulos, grades e caricas e compra o arroz e o açúcar, residindo a dependência da importação nos cereais.

Gilles Leclerc disse ainda que, não obstante as dificuldades, pretende aumentar a produção até ao princípio do primeiro trimestre de 2018, passando dos actuais 10 milhões para 11 milhões de litros.

A Nova Empresa de Cerveja de Angola tem como accionistas a Brasseries Internationales Holding Limited (BIH) e a União de Cervejas e Bebidas de Angola (Ucerba), controlada pelo grupo Gema, ambas com 50%. (Macauhub)

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