Angola regressa ao crescimento económico em 2017

Angola foi um dos dois países de língua portuguesa a sofrerem uma recessão económica em 2016, com uma contracção do Produto Interno Bruto em 0,7%, devendo este ano registar um crescimento de 1,5%, de acordo com as Previsões Económicas Mundiais do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O outro único país de língua portuguesa cuja economia se contraiu em 2016 foi o Brasil, com uma quebra de 3,6%, ainda de acordo com os mesmos dados, que prevêem que o maior país da América Latina cresça este ano uns modestos 0,7%.

O relatório divulgado terça-feira em Washington prevê que o Brasil obtenha um crescimento económico de 1,5% em 2018 e de 2,0% em 2022.

Regressando a África, os outros quatro países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – apresentam crescimento económico, tanto em 2016 como nas previsões para 2017, 2018 e 2022.

Estes quatro países, com a excepção de Moçambique, apresentam, de acordo com o FMI, taxas de crescimento económico sem grandes oscilações ao longo dos anos considerados, com Cabo Verde a situar-se ao redor de 4,0%, Guiné-Bissau em 5,0% e São Tomé e Príncipe igualmente ao redor de 5,0%.

No caso de Moçambique o FMI está já a contar com o início da exploração dos depósitos de gás natural no norte do país, uma vez que depois de a economia ter crescido 3,8% em 2016, são agora previstos crescimentos de 4,7% para 2017, 5,3% para 2018 e de 14,0% para 2022.

Timor-Leste registou um crescimento económico de 5,0% em 2016, prevendo o FMI que nos três anos em análise se registem variações positivas de 4,0%, 6,0% e 5,2%, respectivamente.

Portugal, o único país de língua portuguesa que aparece no grupo das economias avançadas, obteve um crescimento económico de 1,4% em 2016, prevendo o FMI que haja crescimentos de 2,0%, tanto em 2017 como em 2018 e de 2,3% em 2022. (Macauhub)

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