Cerca de 70% dos alambiques em Cabo Verde operam sem licenciamento industrial

16 October 2017

Cerca de 70% dos 380 alambiques existentes em Cabo Verde operam ilegalmente e sem licenciamento industrial e 50 unidades de fabrico funcionam fora do período estipulado por lei, revelou o inspector-geral das Actividades Económicas (IGAE).

Elisângelo Monteiro disse à agência noticiosa Inforpress que esses dados constam do processo de selagem de alambiques que decorreu em todo o país de 1 a 28 de Agosto, abrangendo 312 fábricas de produção de aguardente, o que corresponde a 380 alambiques ou unidades de destilação, com maior ênfase nas ilhas de Santo Antão e Santiago.

“Durante a operação, constatámos que cerca de 70% dessas fábricas operam ainda em situação de ilegalidades sem licenciamento industrial, 40 a 50 unidades de produção encontravam-se a funcionar fora do período estipulado por lei e tinham 278 580 litros de calda em fermentação”, acrescentou assegurando que 30% estão dentro da lei e cumprem com os requisitos exigidos.

“Nas análises realizadas, encontrámos concentração elevada de chumbo e de metanol, mas também algumas substâncias cancerígenas, o que contribui para a má qualidade do produto”, precisou o inspector, que reconheceu que só a cana não chega para garantir a qualidade da aguardente uma vez que para assegurar essa qualidade são necessários vários outros procedimentos.

Elisângelo Monteiro disse ainda que a IGAE vai continuar a fazer encontros com os produtores do sector no sentido de informá-los sobre a importância e o cumprimento da lei de produção e de comercialização, respeitando regras e boas práticas de produção que garantam a segurança e a qualidade. (Macauhub)

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