EIU prevê que economia de Angola cresça 2,7% este ano

1 November 2017

A taxa de crescimento da economia de Angola deverá oscilar entre 2,7% este ano e 3,0% em 2022, com valores compreendidos neste intervalo nos restantes anos em análise – 2018, 2019 2020 e 2021, de acordo com o mais recente relatório sobre o país da Economist Intelligence Unit (EIU).

Estas taxas são o resultado de uma expansão ligeiramente mais sólida do consumo público e privado, em resultado de o país se ter ajustado a preços do petróleo mais baixos, proporcionando um crescimento médio de 2,4% em 2018/2020.

O crescimento da economia deverá acelerar ligeiramente para uma média de 2,9% em 2021/2022, à medida que os preços do petróleo tenham tendência a subir, mas os investimentos fora do sector petrolífero deverá continuar a ser prejudicado por uma ausência de reformas.

O documento salienta que estas taxas de crescimento, cerca de um quarto das que se registaram na década até 2014, poderão ser empurradas para cima caso o novo Presidente adopte medidas que favoreçam o sector privado, em sintonia com o que foi pedido pelo Fundo Monetário Internacional.

Relativamente ao Orçamento de Estado para 2018, a EIU escreve que o novo governo deverá ter pouca flexibilidade na sua elaboração, atendendo a que a economia do país continua dependente da produção e das exportações de petróleo.

O desempenho do sector petrolífero continuará a ter um impacto substancial na elaboração do Orçamento, esperando a EIU que o défice orçamental ronde 7,1% em termos anuais no período de 2019 a 2022, devido às pressões existentes no sentido do aumento da despesa pública.

O governo de Angola, prossegue o documento, vai continuar a financiar esse défice com uma combinação de dívida interna e externa e vai continuar a tentar obter junto da China financiamento para a realização de obras públicas, caso de estradas e centrais térmicas ou aproveitamentos hidroeléctricos.

O controlo da inflação manter-se-á como uma das principais preocupações do Banco Nacional de Angola, com a EIU a antecipar a subida das taxas de juro devido ao impacto sobre os preços da fraqueza da moeda nacional, o kwanza, face às principais divisas. (Macauhub)

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