Fábrica de Cimento do Kuanza Sul, Angola, retoma produção dentro de 50 dias

6 November 2017

A Fábrica de Cimento do Kuanza Sul (FCKS), que na passada quarta-feira paralisou a produção, deverá recomeçar a funcionar dentro de 50 dias, na “sequência da negociações bem-sucedidas com os ministérios dos Recursos Minerais e da Construção, informou a empresa em comunicado divulgado em Luanda.

A informação consta de um comunicado da FCKS, em resposta à posição oficial transmitida sexta-feira pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), que desmentiu ter suspendido o abastecimento de combustível àquela fábrica que funciona na província do Cuanza Sul desde 2014, cuja paralisação total, desde 01 de Novembro, afecta mais de 900 trabalhadores.

O período de 50 dias mencionado é o tempo necessário para voltar a mobilizar os quadros estrangeiros, ainda de acordo com o comunicado da FCKS.

No comunicado divulgado na passada semana, em que a FCKS alegava falta de combustível para a produção de clínquer, afirmava-se que a paralisação implicava o despedimento de 900 trabalhadores directos e a dispensa de 700 indirectos.

No segundo comunicado, a FCKS afirma que a Sonangol aumentou o preço do fuelóleo pesado de 25 para 50 kwanzas por quilograma após seis meses do início das operações da fábrica e num período posterior de quatro meses para 91 kwanzas por quilograma.

A empresa responsabiliza esta “especulação no preço de combustível” como estando na origem da “degeneração da condição financeira” e “na subsequente suspensão do abastecimento do combustível”, que se arrasta desde 2016.

Na sexta-feira, a Sonangol negou ter suspendido, em qualquer altura, o fornecimento àquela cimenteira, na província do Cuanza Sul, sublinhando que “não houve nenhuma decisão” para se parar com o abastecimento a “qualquer outra fábrica de cimento a operar em Angola.” (Macauhub)

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