Timor-Leste dispõe de mais recursos petrolíferos ainda por explorar

6 November 2017

O primeiro-ministro de Timor-Leste disse existirem no país outros depósitos petrolíferos com potencial de exploração comercial além do Greater Sunrise, campo que irá garantir as actividades associadas à produção durante as próximas décadas, ao discursar numa conferência na cidade australiana de Perth.

Mari Alkatiri precisou existirem “sinais visíveis de sistemas subterrâneos de petróleo em toda a ilha”, com mais de 30 locais com petróleo e gás já identificados em vários pontos do país, durante a sessão de abertura da Conferência Regional da Ásia e Pacífico, que atraiu mais de mil delegados de dezenas de países, com destaque para vários membros dos governos da Austrália, da Alemanha e de várias nações da Ásia e do Pacífico.

“Além do petróleo, existem também minerais metálicos e não-metálicos, incluindo os depósitos minerais metálicos identificados até à data manganês, cobre e ouro, crómio, prata e areia de ferro (areia com uma concentração elevada de ferro)“, disse, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

Alkatiri, depois de salientar que os serviços competentes já começaram a conceder algumas licenças nesta área, disse “estar o governo ansioso” para que mais empresas mineiras iniciem os trabalhos de prospecção a fim de determinar a viabilidade comercial dos depósitos e iniciar a sua extracção.

Um dos maiores investimentos neste setor – avaliado em mais de 600 milhões de dólares – é o projecto de uma fábrica de cimento próximo de Baucau, cujo produto reduzirá os custos domésticos de construção e fornecerá mercados na Austrália e na região.

O desenvolvimento da costa sul, para apoio ao setor petrolífero, os investimentos na rede de transportes – incluindo o novo porto de Tibar, nos arredores de Dili – são outros dos investimentos em curso.

Destacando o impacto que os recursos naturais, especialmente petróleo, têm tido no desenvolvimento de Timor-Leste, Alkatiri disse que o país evitou “os perigos da abundância” e que os recursos minerais “foram uma bênção, não uma maldição” como noutros países.

Depois dos benefícios dos campos Kitan e Bayu Unda – cujas receitas totais ascenderam já a cerca de 20 mil milhões de dólares – Timor-Leste prepara-se agora para o desenvolvimento do campo de Greater Sunrise. (Macauhub)

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