Missão do Fundo Monetário Internacional esperada em Moçambique em Novembro

13 November 2017

Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é esperada, este mês, em Moçambique, anunciou o ministro da Economia e Finanças, no decurso da realização, em Maputo, da segunda cimeira de investimentos promovida pela revista britânica Financial Times em parceria com o Standard Bank.

Adriano Maleiane adiantou que, não obstante a suspensão dos programas de apoio financeiro na sequência da divulgação da contracção de empréstimos por parte de empresas públicas do país, Moçambique continua membro do FMI e “as relações com a organização continuam perfeitas.”

O ministro da Economia e Finanças reconheceu que Moçambique continua a precisar, urgentemente, da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional e de outros parceiros com vista a prosseguir com a consolidação das reformas, actualmente em curso.

Referiu, por exemplo, que só para a reforma da folha salarial do Estado, o governo precisa de 300 milhões de dólares, com vista a adequar o fundo de pensões a novos padrões considerados sustentáveis, de acordo com o jornal Notícias.

Adicionando outros fundos que são necessários, nomeadamente para proceder à reestruturação das empresas públicas e dinamização do sector privado, o valor necessário pode ascender a mil milhões de dólares.

O representante residente do FMI em Moçambique, Ari Aisen, reconheceu os progressos alcançados por Moçambique após a suspensão da ajuda, mas reafirmou que a mesma só poderá ser retomada depois da satisfação das exigências apresentadas pela direcção da instituição sobre o destino de parte do montante referente às dívidas com garantias soberanas.

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse ao proceder à abertura da conferência que o governo prevê para este ano uma taxa de crescimento de 4,7% e de 5,3% para 2018, sustentada pelo desempenho dos sectores da agricultura, comércio, indústria extractiva e transportes e comunicações.

A taxa de inflação, por seu turno, deverá manter a actual trajectória descendente, devendo atingir 11,9% em 2018, o que vai permitir a redução das taxas de juro no sistema bancário.  (Macauhub)

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