Angola deve refinar os combustíveis que consome, afirma Presidente da República

17 November 2017

Angola deve proceder à refinação dos combustíveis de que necessita, não fazendo sentido que dependa de forma considerável da importação de produtos derivados do petróleo, disse quinta-feira em Luanda o novo Presidente João Lourenço.

“Não faz sentido que Angola, enquanto produtor de petróleo com níveis elevados de produção, continue a viver quase que exclusivamente da importação de produtos refinados”, afirmou João Lourenço, citado pela imprensa local.

O Presidente disse ainda que, além da Refinaria de Luanda, cuja capacidade de refinação ronda 44 mil barris por dia, o país deve apostar na construção de uma outra, independentemente do investimento ser público ou privado.

“As duas possibilidades devem ficar em aberto, pretendendo nós que o país tenha mais refinarias”, sublinhou João Lourenço, durante a cerimónia de tomada de posse do novo secretário de Estado dos Petróleos e do Conselho de Administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

O jornal angolano O País escreveu que a exoneração do anterior Conselho de Administração da Sonangol ficou a dever-se às conclusões de um relatório apresentado ao chefe de Estado pelo grupo de trabalho, criado em Outubro, após as queixas das petrolíferas internacionais que operam em Angola.

O relatório concluiu que o sector petrolífero angolano está paralisado, devido aos processos de gestão burocratizados e ineficientes, cuja responsabilidade é atribuída à Sonangol, enquanto concessionária nacional.

O grupo de trabalho era constituído pelos ministros dos Petróleos e das Finanças e por representantes da Sonangol, BP Angola, Cabinda Gulf Oil Company (Chevron) Eni Angola, Esso Angola, Statoil Angola e Total E&P. (Macauhub)

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