Têxtil angolana precisa de 11 mil toneladas de algodão/ano para laborar em pleno

17 November 2017

A têxtil angolana Alassola necessita de 11 mil toneladas de algodão por ano para que no primeiro trimestre de 2018 possa pôr em funcionamento as três linhas de produção, disse o presidente da empresa, Tambwue Mukaz.

O presidente disse ainda à agência noticiosa Angop que a empresa, actualmente a funcionar a menos de 15% da sua capacidade instalada, está impedida por razões de carácter financeiro de aumentar a quantidade de algodão importado e dessa forma garantir o aumento da produção.

“Precisamos de mais apoios financeiros visando o alargamento da produção fabril, devido à escassez da principal matéria-prima no país”, disse Mukaz, que se referiu igualmente à necessidade de fomentar o cultivo do algodão em Angola e de construir fábricas de descaroçamento e prensagem de algodão.

Lembrou que o programa montado pelo governo de recuperação, ampliação e apetrechamento das industrias têxtil em Angola contou com financiamento de uma linha de crédito do governo japonês e contempla três grandes fábricas de tecido, a Textang II, na capital do país, a Sociedade Angolana de Tecidos Estampados Comerciais (Satec), localizada na província do Cuanza Norte e a Alassola em Benguela.

Essa empresa procedeu à primeira exportação de 150 toneladas de fios diversos de algodão em Outubro de 2017, estando previsto para 19 do corrente mês a segunda, com a exportação de 100 toneladas do mesmo produto e com o mesmo destinatário, indústrias têxteis portuguesas.

A produção de fios de algodão, considerado pelo PCA como produto intermédio da Alassola, começou em 2016, utilizando o algodão proveniente da Índia e Grécia.  (Macauhub)

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