Moçambique deixa de importar sementes para culturas principais

21 November 2017

Moçambique vai deixar de importar sementes para as principais culturas a partir da presente campanha agrícola 2017/2018, disse o chefe do departamento de semente básica do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM).

David Mariote disse ainda ao matutino Notícias, de Maputo, que a decisão visa reduzir o preço da semente certificada no mercado moçambicano e garantir que maior número de produtores tenha acesso a sementes de qualidade permitindo, dessa forma, aumentar os níveis de produção e de produtividade.

Mariote adiantou que o IIAM vai colocar à disposição das 42 empresas produtoras de semente certificada registadas no país duas mil toneladas de semente básica das principais culturas, com destaque para cereais e leguminosas, a partir das quais poderão ser produzidas 65 mil toneladas de semente certificada a ser disponibilizada aos produtores.

Além da semente básica de milho, mapira, soja, feijão e hortícolas a ser produzida nas principais regiões agro-ecológicas do norte, centro e sul do país, nomeadamente Lichinga, Gúruè, Angónia e Namaacha, o IIAM vai disponibilizar, na presente campanha, 12 milhões de estacas de mandioca, duas mil ramas de batata-doce de polpa alaranjada e quantidades não especificadas de semente de hortícolas.

O IIAM conta com o apoio financeiro e técnico de várias instituições e organizações internacionais que operam no país, de que se destacam a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), AGRA e Banco Mundial.

As necessidades anuais de Moçambique estão estimadas em 467 mil toneladas de semente certificada diversa para atender os mais de quatro milhões e 14 mil produtores activos registados.  (Macauhub)

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