Japão apoia Angola a relançar cultura do algodão

1 December 2017

A cultura do algodão em Angola vai ser relançada com o apoio da Agência Japonesa para a Cooperação Internacional (JICA, na sigla em inglês), que para o efeito irá enviar técnicos para a realização de um estudo experimental cultivo de algodão no Pólo Agrícola de Capanda, província de Malanje, de acordo com informações divulgadas em Luanda pela Embaixada do Japão.

Durante a execução do estudo, a ser realizado em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), serão realizados ensaios de campo com variedades de algodão no sistema de rega gota-gota, com o apoio de “peritos internacionais”, para “aferirem a adaptabilidade e o rendimento de variedades de espécies de sementes de algodão.”

O apoio a ser prestado pela JICA vai ainda garantir a “aquisição de equipamentos de irrigação, sementes, fertilizantes, prensagem de algodão, entre outros”, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

O coordenador do programa de produção de algodão do Ministério da Agricultura, Carlos Canza, tinha já anunciado em Julho passado a intenção de uma empresa japonesa de implantar este sistema experimental, mais rentável, numa área de 10 mil hectares, prevendo retirar cinco toneladas de algodão por hectare.

A cultura do algodão foi introduzida em Angola em meados do século XVI, durante o período colonial português.

Em 1872, Angola exportou 1000 toneladas de algodão, mas o crescimento exponencial da produção só aconteceu a partir de meados da década de 60 do século XX, passando a marca de 10 mil toneladas anuais.

A produção angolana de algodão atingiu o recorde de 86 mil toneladas em 1973, fazendo de Angola um dos maiores produtores mundiais.

A guerra que assolou o país após a proclamação da independência, em 1975, praticamente acabou com a produção de algodão, tendo já este ano sido lançado pelo Ministério da Agricultura um programa para recuperar esta cultura de rendimento. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH