Valor da venda de acções de Cahora Bassa, em Moçambique, aplicado na modernização da barragem

5 December 2017

O dinheiro resultante da venda de 7,5% das acções representativas do capital social da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) vai ser aplicado na renovação do equipamento do empreendimento e na expansão da base de negócios da empresa, disse segunda-feira o administrador financeiro da HCB, Manuel Gameiro.

O administrador disse ainda que parte do equipamento da HCB está em utilização há mais de 40 anos, “sendo a prioridade imediata a modernização do aparelho electro-produtor”, para garantir a produção ininterrupta de energia eléctrica.

A barragem de Cahora Bassa, a quarta maior de África depois de Assuão (Egipto), Volta (Gana) e Kariba (na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia), começou a ser construída em 1969, tendo-se o processo de enchimento da albufeira, com uma área de 2700 quilómetros quadrados e um comprimento máximo de 250 quilómetros, iniciado em Dezembro de 1974.

Manuel Gameiro, citado pela imprensa moçambicana, adiantou estar a decorrer neste momento o processo de montagem da operação de venda das acções, em que a empresa está a ser apoiada pela Bolsa de Valores de Moçambique, através da qual o negócio será efectuado, com a assessoria técnica de uma empresa britânica.

Gameiro adiantou estar a ser prevista uma grande procura pelas acções da HCB, quando dentro de quatro a cinco meses foram vendidas através da Bolsa de Valores de Moçambique, atendendo ao facto de a empresa ter um balanço sólido e praticamente livre de dívidas e gerar uma receita constante com a venda de energia eléctrica.

O Presidente Filipe Nyusi anunciou no final de Novembro passado a venda de uma parcela de 7,5% dos 92,5% das acções da HCB detidas pelo Estado moçambicano, numa operação em bolsa de valores destinada unicamente a nacionais, entre pessoas singulares e colectivas.

A empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN) continuará a manter os restantes 7,5%. (Macauhub)

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