Crédito malparado cresce no sistema bancário de Moçambique

6 December 2017

A carteira de crédito malparado no sector bancário de Moçambique aumentou 66% entre 2015 e 2016, de 10,6 mil milhões para 17,6 mil milhões de meticais (287 milhões de dólares), de acordo com um estudo elaborada pela consultora KPMG para a Associação Moçambicana de Bancos a partir de dados de 2016 disponibilizados por 16 bancos.

O documento “Pesquisa sobre o sector bancário” afirma que a deterioração da carteira de crédito encabeça a lista dos principais desafios do sector, antevendo um cenário bem pior quando os bancos comerciais fecharem as contas relativas a 2017.

O estudo, citado pela agência noticiosa Lusa, adianta que o rácio médio de crédito em incumprimento dos 16 bancos analisados superou o limite de 5% pela primeira vez nos últimos três anos, registando-se um salto de 3,9% em 2015 para uma média de 6,1% em 2016.

Analisando o desempenho do sector, o documento afirma que “no seu conjunto, o rácio piorou para todos os intervenientes, excepto para o Banco Único e Ecobank Moçambique, que revelaram melhorias nos seus rácios de crédito em incumprimento.”

Os três melhores rácios são os Banco Nacional de Investimento (1,8%), Banco Único (2,3%) e Ecobank (2,7%), sendo os três do fim da tabela e que indiciam mais incumprimento os da Societé Generale (41,4%), First National Bank (16,3%) e Banco Terra (14,7%).

Em relação aos dois maiores bancos moçambicanos, o Millenium bim está na quinta posição da lista com um rácio de 4%, enquanto o BCI está em sétimo com 4,5%. (Macauhub)

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