Presidente de Angola ordena avaliação dos bancos públicos

9 January 2018

As participações sociais detidas pelo Estado angolano ou por empresas públicas em instituições financeiras bancárias nacionais e estrangeiras vão ser avaliadas por um grupo de trabalho liderado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, ao abrigo de um despacho assinado pelo Presidente João Lourenço.

O despacho estipula igualmente que o grupo de trabalho disporá de 45 dias para efectuar um “diagnóstico de avaliação” às instituições financeiras bancárias públicas angolanas e para “definir uma metodologia para a reestruturação” das mesmas.

O Estado angolano, através da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), detém participações em vários bancos nacionais e estrangeiros, caso do Banco Comercial Português, no qual detém uma posição de 14,87% com uma menos-valia potencial de 365,7 milhões de euros, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

O grupo de trabalho agora criado integra ainda o secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República, a secretária de Estado para as Finanças e Tesouro e um vice-governador do Banco Nacional de Angola.

Nas reuniões deste grupo poderão ainda participar, como convidados e sem direito de voto, os presidentes da Comissão de Mercado de Capitais, da Bolsa de Dívida e Valores de Angola, da empresa estatal Recredit e dos bancos de Desenvolvimento de Angola (BDA), de Poupança e Crédito (BPC) e de Comércio e Indústria (BCI).

A sociedade pública angolana Recredit anunciou em Agosto de 2017 que prevê alargar a compra de crédito malparado a mais quatro bancos comerciais – de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Keve e de Negócios Internacional (BNI), depois de já ter acertado a compra com o estatal Banco de Poupança e Crédito (BPC). (Macauhub)

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