China vai estudar viabilidade económica de grandes projectos em São Tomé e Príncipe

A China vai estudar a viabilidade económica dos projectos de construção de um porto de águas profundas, da montagem de centrais térmicas e da modernização do aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, que terça-feira concluiu uma visita a São Tomé.

O ministro Wang Yi disse no decurso de uma conferência de imprensa em que estava acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Urbino Botelho, que os grandes projectos de infra-estruturas têm de ser avaliados através de estudos de viabilidade económica antes que a China os possa financiar.

Wang Yi disse ainda que as partes acordaram a realização “em breve” das obras de “reparação rodoviária e de construção de valas de drenagem” bem como a continuidade e reforço de cooperação técnica nas áreas de energia, agricultura, saúde, pescas e luta contra o paludismo através das missões técnicas chinesas no arquipélago.

Depois de anunciar o apoio da China “na diversificação económica de São Tomé e Príncipe”, o ministro Wang Yi destacou o reforço de cooperação na área do turismo, sublinhando que “a China está a enviar vários grupos de turistas para visitarem São Tomé e Príncipe”, de entre outras intervenções neste sector.

O ministro chinês anunciou que as autoridades são-tomenses já confirmaram a presença de São Tomé e Príncipe na próxima cimeira sino-africana de Pequim, a ter lugar em Setembro próximo, um encontro que reúne todos os países africanos com os quais a China tem relações diplomáticas.

Urbino Botelho disse, por seu turno, que “a China é um parceiro bastante importante para a execução da Agenda de Transformação de São Tomé e Príncipe 2030”, tendo considerado positivo o balanço do primeiro ano do restabelecimento de relações diplomáticas com a China.

Além de encontros de trabalho com o seu homólogo são-tomense, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros foi recebido em audiências pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho e pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada. (Macauhub)

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