Falta de verbas pode atrasar reparação e alargamento de estrada que liga Moçambique ao Zimbabué

18 January 2018

A falta de recursos para pagar o realojamento de famílias e a deslocação de algumas infra-estruturas existentes no traçado pode comprometer a conclusão até 31 de Março das obras de reparação e alargamento da Estrada Nacional Número Seis (EN6), disse o director das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos da província de Sofala.

Manuel Fobra disse ainda ao matutino Notícias, de Maputo, que o principal entrave ao progresso da empreitada é a demolição de algumas casas e barracas localizadas no cruzamento do Inchope, na província de Manica e sua reconstrução e realojamento das famílias em outro lugar.

Esta empreitada a cargo da empresa chinesa Anhui Foreign Economic Construction (Group) Co., Ltd, tem um custo estimado em 410 milhões de dólares que foram obtidos com um empréstimo concedido pelo Banco de Exportações e Importações da China, envolve de momento mais de 1500 trabalhadores moçambicanos e está concluída em cerca de 85%.

A obra, com a qual se pretende reduzir de seis para quatro horas o tempo de viagem da Beira a Machipanda, contempla a construção de 48 quilómetros de estrada com quatro faixas de rodagem, uma segunda ponte sobre o rio Púnguè, uma passagem desnivelada no cruzamento do Inchope, além do aumento das secções transversais.

Pela EN6 são transportadas cargas como combustíveis líquidos, carvão mineral, madeira e produtos agrícolas, sendo que a via conhece um tráfego diário estimado de três mil veículos, dos quais 1500 pesados e igual número de ligeiros. (Macauhub)

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