FMI recomenda que despesa em infra-estruturas na Guiné-Bissau seja bem gerida

25 January 2018

O investimento em infra-estruturas proposto pelo governo da Guiné-Bissau em sede de Orçamento de Estado para 2018 é bem-vindo, uma vez que ajuda a preencher lacunas graves, mas o processo tem de ser muito bem gerido, afirma a equipa do Fundo Monetário Internacional que conclui uma missão àquele país de 17 a 23 de Janeiro.

A deslocação da missão liderada por Tobias Rasmussen visou avaliar a proposta de Orçamento de Estado para 2018, aprovada em reunião de Conselho de Ministros, as implicações a nível fiscal e de dívida de um proposto aumento da despesa pública para a construção de infra-estruturas e passar em revista os recentes acontecimentos ocorridos no sector bancário do país.

“A actividade económica continua a demonstrar dinamismo, apoiada numa gestão orçamental eficaz. A inflação continua baixa e a receita fiscal demonstra um aumento robusto, continuando o crescimento do PIB real próximo do ritmo de cerca de 5,5 %, registado em 2017. A retoma do investimento público e privado está a imprimir um novo impulso ao crescimento, compensando uma provável estabilização nos preços do caju na sequência dos marcados aumentos do ano passado”, pode ler-se no comunicado divulgado em Washington.

Quanto ao orçamento para 2018, o FMI considera que a versão aprovada em Conselho de Ministros “reflecte os esforços das autoridades para melhorar a mobilização de receitas e criar uma almofada fiscal para despesa prioritária, em linha com os objectivos do programa apoiado pelo FMI.”

A equipa do FMI deverá regressar à Guiné-Bissau em Março próximo para iniciar conversações com as autoridades sobre a quinta revisão do programa de Facilidade de Crédito Alargada. (Macauhub)

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